Temer e o Maranhão

6/11/2017 Richard Cabrera 0 Comments

A decisão da maioria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem influência direta nos caminhos a serem seguidos para a disputa eleitoral de 2018 no Maranhão. Com a absolvição do presidente da República, Michel Temer, o PMDB maranhense ganha força e se prepara para tentar voltar ao Palácio dos Leões.
Do outro lado está o governador Flávio Dino (PCdoB), que vê o seu campo político (o de esquerda, pelo menos no discurso) se enfraquecendo nacionalmente com a vitória do peemedebista.
Dino, que já entrou no clima de pré-­campanha eleitoral fazendo encontro com prefeitos e vereadores, vai intensificar sua agenda política e suas obras pequenas pelo interior do estado. O comunista tentará passar a ideia de que seu governo trouxe a prometida mudança para o Maranhão. E sabe que terá que fazer isso, provavelmente, sem um apoio forte na política nacional.
Já o grupo maranhense do PMDB vai se fortalecendo. Sem o perigo real de perder os valorosos espaços nos comandos dos órgãos federais no Maranhão, os peemedebistas se animam ainda mais com uma possível candidatura ao Governo do Estado.
E para isso, o partido vem tentando convencer a ex­-governadora Roseana Sarney a entrar na disputa do próximo ano. Ela, que admitiu somente que não disputará o Senado como vinha sendo colocado nos bastidores, nunca disse abertamente que será candidata novamente ao governo do Maranhão. Roseana vem dizendo que existe a possibilidade, mas que depende de muitos fatores.
E, talvez, um dos fatores seja a permanência do comando do país com a seu partido. E isso aí, pelo menos no que diz respeito ao julgamento no TSE, já passou.
Fortalecido – E também sai fortalecido desse cenário todo favorável a Michel Temer o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).
Ele, que é pré­-candidato ao Senado em 2018, foi um dos defensores de Temer no momento em que a crise política foi mais grave para o peemedebista.
E se Temer venceu, Sarney Filho também. Ele sai mais forte para a disputa que promete ser uma das mais acirradas da história.
Do Coluna Estado Maior

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